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Mostrando postagens de Dezembro, 2018

Até o Fim - Quebre o Ciclo

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Esse quinteto é de Ribeirão Preto/São Paulo e está na ativa desde 2017, ou seja, um grupo relativamente bem novo, mas que já demonstra um amadurecimento e uma garra para fazer som porrada como ninguém. Trata-se de uma mistura de Hardcore com Thrash Metal cantado totalmente em português e exaltando nossos problemas sociais, a violência e o caos em que vivemos. Vamos encontrar vocalizações extremas e raivosas, riffs excelentes, bateria rápida, baixo com boa marcação. É um som empolgante, bem feito e vigoroso. Recomendadíssimo para amantes do estilo. Neste EP o ouvinte irá se deparar com 6 composições mais uma introdução. Destaques: “Ceifador”, “Aqui não Tem Otário” e “Sua Destruição Começa Aqui”. Se estes meninos continuarem nessa pegada, certamente, irão dar muito que falar e vão sacudir ainda mais a cena extrema. – Nota: 8
Faixas:
1. Intro 2. Ceifador 3. Afronta 4. Aqui não Tem Otário 5. Sem Honra 6. Aqui é Meu Lugar 7. Sua Destruição Começa Aqui
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Haters - Babayaga

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O HATERS é, na verdade, uma dupla de Niterói/RJ que pratica um Death Metal bastante brutal e veloz. Formado por Chris Rodrigues (guitarra/baixo/vocal) e Sandro Rodrigues (bateria/vocal), o grupo lançou o EP “Babayaga” em 2108 e fizeram um trabalho bastante interessante. A obra possui apenas 3 músicas que totalizam apenas 8 minutos de som. O ouvinte irá encontrar aquilo que, de fato, os grupos que praticam este gênero possuem: velocidade, brutalidade, vozes guturais, riffs rápidos. E embora percebamos a eficácia dos membros da banda, há um problema que compromete um pouco o trabalho. Este problema é justamente o cuidado com a produção que, neste caso, acabou prejudicando o peso que o grupo possui e que não ficou tão evidenciado. As composições são extremas e há uma introdução que é digna de fazer parte dos melhores filmes de terror que são exibidos em nossos cinemas. “Cultu Cibum” é a melhor faixa do EP. Confiram e vamos acompanhar o trabalho dos rapazes que, em breve, irão lançar novo…

Superchiadeira

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O VIOLENT NOISE realiza aqui a última entrevista de 2018. E para fecharmos o ano com chave de ouro, convidamos a banda SUPERCHIADEIRA para uma conversa rápida e bastante interessante. Esse Power Trio faz um Stoner Rock vigoroso e potente e, através do guitarrista e vocalista Akira, iremos saber um pouco sobre a trajetória do grupo, os lançamentos, a visão sobre o cenário Underground e outros detalhes.
Confiram a nossa entrevista e vamos apoiar o nosso Underground. Maiores detalhes também podem ser obtidos no Facebook oficial da banda.
Como a banda começou?
Akira: A banda começou em 2010. Depois de muitas bandas, resolvi tentar montar a minha e criar músicas. Convidei o Rico (batera) e o Guima (baixo) que tinha conhecido de outras bandas. Com o Rico eu tinha tocado recentemente numa banda que acabou em 2009, mas o Guima tinha mais tempo que havia tocado, em 2007. Ambos aceitaram fazer um som e estamos aí até hoje.
Como decidiram a escolha do nome?
Akira: Não foi fácil e demoramos bastante…

Brutal Order - Homo Homini Lupus

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Formado em 2017, este quarteto de Thrash Metal de Recife/PE lançou recentemente o primeiro e poderoso EP chamado “Homo Homini Lupus”. Uau!!! E como o próprio nome diz, eles têm, de fato, uma veia sonora bastante brutal. Não somente brutal, mas técnica também. Essa obra é uma grata surpresa: boa qualidade de gravação, riffs precisos, solos bem executados, baixo marcante, bateria veloz e vocais fortes e que muito bem caracterizam o estilo. É o bom e velho Thrash Metal muito bem representado por uma banda nacional. Motivo de orgulho! O destaque fica por conta de “Revolution or Self Destruction”, composição que encerra o trabalho com chave de ouro. Sinceramente falando, o EP é um sério candidato a ser um dos melhores trampos nacionais de 2018. Conferir a obra é questão até de obrigação. – Nota: 9
Faixas:
1. Homo Homini Lupus 2. Burn 3. Working Till Death 4. Brutal Order 5. Revolution or Self Destruction
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Anguished - Cold

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Nos mais diversos estilos do Metal, o número de One Man Band vem crescendo a cada dia. Hoje, especificamente, vamos falar de uma One Woman Band. Isso mesmo, um projeto feito por uma mulher que toca todos os instrumentos (exceto a bateria, que é tocada por um convidado), faz os vocais e é responsável também pelas letras. Possessed Demoness é a mentora do ANGUISHED, projeto de DBM da Finlândia criado em 2009. Em 2010 já foi lançado “Cold”, o primeiro e único trabalho até o momento. Trata-se de uma obra ímpar, mas não inédita no quesito sonoridade. Iremos encontrar um som forte, pesado, soturno, rústico, depressivo e que segue a linha do Black Metal Old School com vocalizações carregadas de muita agonia e desespero. Por vezes o vocal pode soar um pouco cansativo pelo excesso de aflição e por ser demasiadamente estridente. “September Nights” é uma ótima composição e surpreende pela drástica mudança de ritmo. Obra que merece ser conferida e apreciada, em especial por quem admira sons extre…

Daniel Tree - Horror Vacui

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Mais um trabalho do DANIEL TREE presente aqui no VIOLENT NOISE. Há tempos atrás falamos de “Higueras”, uma obra ao vivo bem interessante. Aqui, essa One Man Band faz algo um pouco distinto, mas ainda assim seguindo o estilo que desenvolve: Noise/Experimental. “Horror Vacui” é um trabalho de estúdio que contém 4 composições. Esqueçam riffs de guitarra, solos, blast beats, velocidade, vozes guturais. Encontramos algo muito específico e, por isso mesmo, talvez não agrade muita gente. O ouvinte basicamente terá acesso a um universo de sons diversos: ruídos, sons da natureza, diálogos, objetos que caem, sussurros, passos. É praticamente uma experiência e viagem sonoras que nos envolvem sensorialmente. Se fecharmos os olhos, sem sombra de dúvida, seremos transportados para outros universos, outros lugares e diferentes contextos. É um trabalho bastante ousado e, de certa maneira, complicado de se fazer. “Pouroma” e “Sisterno” poderiam ser um pouco menores. Isso facilitaria uma maior concentr…

As Dramatic Homage - Consternation

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Este quarteto carioca novamente nos brinda com mais um lançamento cheio de técnica e bom gosto. “Consternation” é um Web Single e o amante da boa música pesada irá se deparar com excelentes arranjos, peso, melodia e uma composição extremamente bem cuidada e planejada. Isso é nítido. Eles continuam na mesma pegada do que já fizeram anteriormente, ou seja, trata-se de um Progressive Metal que mescla elementos do Doom e Black Metal. Grande destaque, além do instrumental, para as vocalizações de Alexandre Pontes que se alternam entre o gutural e uma voz limpa carregada de melancolia. Por vezes me lembra algo do VINTERSORG, mas com identidade própria. A arte da capa, feita por Gustavo Sazes, é SENSACIONAL. Um trabalho brilhante. Que venham mais. – Nota: 9
Faixas:
1. Consternation
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Octodemon - Desert Dance

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Quarteto de São Paulo formado em 2017, o OCTODEMON nos traz uma sonoridade calcada no Heavy Metal e no Stoner. Em 2018 eles lançam o primeiro EP, cujo título é “Desert Dance” e, meses depois, ainda para a composição deste material, sai a música “Mammoth”. Encontramos peso, agressividade, vigor e muita energia, além de uma qualidade de gravação bastante satisfatória. É pouco tempo de estrada para um material que apresenta tantos atributos. Perceptível que eles terão um futuro glorioso se continuarem nessa mesma pegada. Riffs consistentes, solos com melodia e vocalizações fortes são os grandes destaques da obra. Vale ressaltar que estão em preparação para o lançamento do primeiro Full. Deve vir coisa muito boa por aí. – Nota: 8
Faixas:
1. Desert Dance 2. Mammoth
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Bluyus - #ROCK

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Assim como geralmente acontece com grande parte das bandas, o BLUYUS também passou por várias dificuldades até se firmarem de fato. São sempre os velhos problemas: encontrar as pessoas certas, ensaiar muito, compor e batalhar por um reconhecimento por parte do público.
Com tudo isso acertado, o trio gravou o álbum intitulado “#ROCK”, uma obra muito bem cuidada, pensada e planejada. E o resultado do trabalho é a prova dessa dedicação. O material foi gravado em 2015 e mixado e masterizado durante todo o ano de 2016. E caro leitor, posso garantir, valeu muito a pena.
O ouvinte irá encontrar um total de 12 composições bem gravadas e DELICIOSAS de se ouvir. É um Rock gostoso, com melodias bem executadas, solos bem elaborados, uma voz cativante, refrãos acessíveis sem serem apelativos, letras em português que exaltam o amor, os desencontros, a vida.
A obra soa muito boa como um todo e é bastante homogênea sem necessariamente ser repetitiva ou cansativa. Destaques: “Asas” abre o trabalho de f…