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Mostrando postagens de 2018

Brutal Order - Homo Homini Lupus

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Formado em 2017, este quarteto de Thrash Metal de Recife/PE lançou recentemente o primeiro e poderoso EP chamado “Homo Homini Lupus”. Uau!!! E como o próprio nome diz, eles têm, de fato, uma veia sonora bastante brutal. Não somente brutal, mas técnica também. Essa obra é uma grata surpresa: boa qualidade de gravação, riffs precisos, solos bem executados, baixo marcante, bateria veloz e vocais fortes e que muito bem caracterizam o estilo. É o bom e velho Thrash Metal muito bem representado por uma banda nacional. Motivo de orgulho! O destaque fica por conta de “Revolution or Self Destruction”, composição que encerra o trabalho com chave de ouro. Sinceramente falando, o EP é um sério candidato a ser um dos melhores trampos nacionais de 2018. Conferir a obra é questão até de obrigação. – Nota: 9
Faixas:
1. Homo Homini Lupus 2. Burn 3. Working Till Death 4. Brutal Order 5. Revolution or Self Destruction
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Anguished - Cold

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Nos mais diversos estilos do Metal, o número de One Man Band vem crescendo a cada dia. Hoje, especificamente, vamos falar de uma One Woman Band. Isso mesmo, um projeto feito por uma mulher que toca todos os instrumentos (exceto a bateria, que é tocada por um convidado), faz os vocais e é responsável também pelas letras. Possessed Demoness é a mentora do ANGUISHED, projeto de DBM da Finlândia criado em 2009. Em 2010 já foi lançado “Cold”, o primeiro e único trabalho até o momento. Trata-se de uma obra ímpar, mas não inédita no quesito sonoridade. Iremos encontrar um som forte, pesado, soturno, rústico, depressivo e que segue a linha do Black Metal Old School com vocalizações carregadas de muita agonia e desespero. Por vezes o vocal pode soar um pouco cansativo pelo excesso de aflição e por ser demasiadamente estridente. “September Nights” é uma ótima composição e surpreende pela drástica mudança de ritmo. Obra que merece ser conferida e apreciada, em especial por quem admira sons extre…

Daniel Tree - Horror Vacui

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Mais um trabalho do DANIEL TREE presente aqui no VIOLENT NOISE. Há tempos atrás falamos de “Higueras”, uma obra ao vivo bem interessante. Aqui, essa One Man Band faz algo um pouco distinto, mas ainda assim seguindo o estilo que desenvolve: Noise/Experimental. “Horror Vacui” é um trabalho de estúdio que contém 4 composições. Esqueçam riffs de guitarra, solos, blast beats, velocidade, vozes guturais. Encontramos algo muito específico e, por isso mesmo, talvez não agrade muita gente. O ouvinte basicamente terá acesso a um universo de sons diversos: ruídos, sons da natureza, diálogos, objetos que caem, sussurros, passos. É praticamente uma experiência e viagem sonoras que nos envolvem sensorialmente. Se fecharmos os olhos, sem sombra de dúvida, seremos transportados para outros universos, outros lugares e diferentes contextos. É um trabalho bastante ousado e, de certa maneira, complicado de se fazer. “Pouroma” e “Sisterno” poderiam ser um pouco menores. Isso facilitaria uma maior concentr…

As Dramatic Homage - Consternation

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Este quarteto carioca novamente nos brinda com mais um lançamento cheio de técnica e bom gosto. “Consternation” é um Web Single e o amante da boa música pesada irá se deparar com excelentes arranjos, peso, melodia e uma composição extremamente bem cuidada e planejada. Isso é nítido. Eles continuam na mesma pegada do que já fizeram anteriormente, ou seja, trata-se de um Progressive Metal que mescla elementos do Doom e Black Metal. Grande destaque, além do instrumental, para as vocalizações de Alexandre Pontes que se alternam entre o gutural e uma voz limpa carregada de melancolia. Por vezes me lembra algo do VINTERSORG, mas com identidade própria. A arte da capa, feita por Gustavo Sazes, é SENSACIONAL. Um trabalho brilhante. Que venham mais. – Nota: 9
Faixas:
1. Consternation
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Octodemon - Desert Dance

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Quarteto de São Paulo formado em 2017, o OCTODEMON nos traz uma sonoridade calcada no Heavy Metal e no Stoner. Em 2018 eles lançam o primeiro EP, cujo título é “Desert Dance” e, meses depois, ainda para a composição deste material, sai a música “Mammoth”. Encontramos peso, agressividade, vigor e muita energia, além de uma qualidade de gravação bastante satisfatória. É pouco tempo de estrada para um material que apresenta tantos atributos. Perceptível que eles terão um futuro glorioso se continuarem nessa mesma pegada. Riffs consistentes, solos com melodia e vocalizações fortes são os grandes destaques da obra. Vale ressaltar que estão em preparação para o lançamento do primeiro Full. Deve vir coisa muito boa por aí. – Nota: 8
Faixas:
1. Desert Dance 2. Mammoth
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Bluyus - #ROCK

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Assim como geralmente acontece com grande parte das bandas, o BLUYUS também passou por várias dificuldades até se firmarem de fato. São sempre os velhos problemas: encontrar as pessoas certas, ensaiar muito, compor e batalhar por um reconhecimento por parte do público.
Com tudo isso acertado, o trio gravou o álbum intitulado “#ROCK”, uma obra muito bem cuidada, pensada e planejada. E o resultado do trabalho é a prova dessa dedicação. O material foi gravado em 2015 e mixado e masterizado durante todo o ano de 2016. E caro leitor, posso garantir, valeu muito a pena.
O ouvinte irá encontrar um total de 12 composições bem gravadas e DELICIOSAS de se ouvir. É um Rock gostoso, com melodias bem executadas, solos bem elaborados, uma voz cativante, refrãos acessíveis sem serem apelativos, letras em português que exaltam o amor, os desencontros, a vida.
A obra soa muito boa como um todo e é bastante homogênea sem necessariamente ser repetitiva ou cansativa. Destaques: “Asas” abre o trabalho de f…

Cosmic Rover - Cosmic Rover

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Quando falamos em Power Trio, já logo nos vem à mente bandas poderosas e que muito marcam e marcaram o universo da música pesada. De cara penso em nomes como RAVEN, EXCITER e o nosso saudoso MOTÖRHEAD. Puxa! Parece até que não fazem mais grupos como antigamente, não é mesmo? Mas fazem. E o COSMIC ROVER é uma prova viva do que afirmo.
Numa pegada distinta das bandas acima citadas, esse trio de São Paulo executa um Stoner Metal que chama a atenção por vários aspectos, em especial pelo peso absurdo de suas composições. É um som forte, vigoroso e bastante intenso. Altamente recomendável aos admiradores do gênero.
A obra de mesmo nome é um EP lançado em maio de 2018. Estreia grandiosa e bem-sucedida. Com apenas 4 composições e pouco mais de 14 minutos, os rapazes dão a cara para bater e mostram para o que vieram. Vamos encontrar riffs geralmente mais lentos e muito pesados, vocal rouco e bem forte, marcação de baixo intensa e consistente, bateria bem robusta e que contribui para tornar a co…

Bodhum - Sobre Homens e Porcos

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Grupo carioca formado em 2010, o BODHUM executa um som raivoso e caótico. Com letras em português e recheadas de protestos, os rapazes fazem um Grindcore que mistura elementos do Death e Thrash Metal. Após lançarem 3 EPs, eles aparecem com “Sobre Homens e Porcos”, o primeiro Full. Nesse trabalho tudo é rápido e extremo. Não há respiro e nem trégua. É um som feito para incomodar no melhor sentido da palavra. E incomodam mesmo. Encontramos guitarras potentes, bateria bem veloz, vocais guturais e furiosos. Fiquem atentos em músicas como “Brasil” (excelente letra) e “Fio da Navalha”. Som recomendável aos apreciadores do estilo. – Nota: 8
Faixas:
1. Inferno 2. Brasil 3. Desgosto 4. Putin 5. Pornografia 6. Cultura Genocida 7. Crust/Abismo 8. E.N.T. 9. Sobre Homens e Porcos 10. Fio da Navalha 11. Foda-se 12. Homicida 13. Swedish Summer 14. Tsunami Nuclear 15. I.M.L. 16. Excesus Ipsum 17. Extremo
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Deep Underground - Relapse

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O DEEP UNDERGROUND é um quinteto composto por rapazes muito novos e que fazem um som cheio de responsabilidade, técnica e muito peso. Oriundos da Costa Rica e formado em 2011, nossos parceiros executam um Melodic Death Metal que vai cativar bastante aos amantes da música extrema. “Relapse” é uma obra lançada em outubro de 2018 e contém 12 composições bastante interessantes. O que mais chama a atenção é a intensidade e ferocidade da bateria, os riffs enérgicos, os solos de guitarra bem construídos, o baixo forte e bem marcante e o uso dos teclados que produz uma melodia que entra em contraste com a sonoridade executada pelos demais instrumentos. Destaques musicais: “Walk in the Fire” com seu excelente refrão; “Who Said that Murder is not an Art?” e seu ótimo solo de guitarra; “The Red Sun is Arriving”; “Herbal Life”, uma instrumental fantástica. É o Underground fazendo, como geralmente acontece, a diferença. Qualidade de gravação muito boa para completar o presente que estes jovens nos…

Queensryche - Man the Machine

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Vejam quem está de volta! Isso mesmo, o QUEENSRYCHE está chegando com “The Verdict”, o novo Full que será lançado em março de 2019 via Century Media Records. Enquanto isso não acontece, os fãs do quinteto americano poderão se deliciar com “Man the Machine”, o primeiro Single. Os rapazes mandaram ver na nova música e os destaques são as excelentes vocalizações de Todd La Torre e os riffs de guitarra e solos repletos de melodia. Há tempos não escutava o som deles e o resultado foi muito bom. A composição tem peso e é bastante acessível ao mesmo tempo, uma junção que nem todo mundo consegue fazer com excelência. Lembramos ainda que, a partir de 2 de março, a banda estará em turnê com a galera do FATES WARNING e irão também participar de importantes festivais na Europa. Torçamos para que o Brasil os receba em breve e desde já estamos no aguardo do novo álbum. – Nota: 8
Faixas:
1. Man the Machine
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Maximus Ragnar - A Cursed Blessing

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Atmospheric Black Metal vindo da Índia. Grata surpresa para os admiradores do gênero e do Metal Extremo. Não há muitas informações sobre o MAXIMUS RAGNAR, mas este EP foi lançado em junho de 2018 e conta com 5 composições muito bem estruturadas. A obra é totalmente instrumental e iremos encontrar um som forte, variações de ritmo, passagens tristes. Tanto a faixa de abertura quanto a de encerramento são bem melancólicas. Já as 3 composições restantes seguem a fórmula do Black Metal, mas bastante distante dos moldes Old School. Pelo contrário. São bem trabalhadas. “Oppressed by Greed” é a melhor faixa. Prestem atenção nos riffs e solos. A arte da capa é belíssima e extrema. Mais extrema do que o próprio som. – Nota: 8
Faixas:
1. Unseen Agony 2. Our Demise 3. Imbalance of Life 4. Oppressed by Greed 5. We Were Survival
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Begotten - And the Wind Cries Death

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Formado em 2011, este trio canadense executa um Depressive Black Metal que irá agradar em cheio aos amantes do gênero. Lançaram poucos materiais até o momento: um Full, um Single e o EP que aqui estamos analisando. “And the Wind Cries Death” é uma obra com duas composições e quase 20 minutos de som formado por riffs depressivos, soturnos e obscuros, vocalizações cheias de agonia e algumas passagens mais velozes. Seguem à risca a fórmula dos grupos que praticam essa sonoridade que é bastante específica e muito tem crescido no mundo Underground. A arte da capa já remete o ouvinte a uma atmosfera sombria. Escutem e avaliem. – Nota: 8
Faixas:
1. And the Wind Cries Death I 2. And the Wind Cries Death II
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Bluyus

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O VIOLENT NOISE recebe com grande satisfação, para uma rápida entrevista, o guitarrista e vocalista ALEX BLUYUS. Ele irá relatar para nós alguns detalhes sobre sua carreira: bandas que atuou, começo do seu projeto, criação das letras e músicas, projetos futuros...
Confiram a nossa conversa e vamos apoiar o nosso Underground. Demais detalhes também podem ser obtidos no Facebook oficial do músico.
Seu primeiro contato e interesse com o mundo do Rock foi ao ouvir a música “Eruption” do VAN HALEN. Conte-nos como isso aconteceu.
Alex Bluyus: Ainda muito novo, andando de bicicleta com a galera da minha rua, paramos para tomar água na padaria do Jôse. Um dos carros que estava parado na frente da padaria tocava uma fita com “Eruption”. Foi a primeira vez que pensei ouvindo Rock – Que porra é essa?
E o projeto BLUYUS, quando começou?
Alex Bluyus: Em 2009, logo depois do nascimento da minha filha Júlia. Eu fazia parte de uma banda que começou com autoral e virou banda cover. Eu estava insatisfeito …

Hellixxir - A Dull Light Around

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O cenário da música pesada nos surpreende constantemente. Muitas bandas, muitos lançamentos e, acima de tudo, muitas surpresas. O HELLIXXIR, quinteto francês, é uma dessas surpresas e nos brinda com seu Thrash Metal bem feitinho e cheio de energia. O grupo foi formado em 2001 e já lançaram alguns materiais: Uma Demo, um Single e dois Fulls. Em 2018 lançam “A Dull Light Around”, uma compilação com canções ao vivo e inéditas. Material bem gravado e que dá um panorama bem geral da banda, visto que temos canções de vários períodos da carreira. São quase 50 minutos de puro som em que o grande destaque são os ótimos solos de guitarra. Não esperem um Thrash Metal que tem uma influência forte dos grandes nomes americanos. É um pouco diferente, mas é igualmente vigoroso. Destaques: “Blood Writings”, abertura fantástica; “Corrupted Harmony 1.0”, uma das melhores instrumentais que já ouvi; a excelente “Parasyte 2k” começa lenta e um pouco melancólica e logo depois fica pesadona; “Stars” é ousada…